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 Mbunas - Dicas Básicas

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Tiago Antunes
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MensagemAssunto: Mbunas - Dicas Básicas   Qua Maio 25, 2016 1:06 pm

Características Mbunas

Ciclídeos Africanos São encontrados no lago do Malawi no Quênia, que possui diversas subespécies.

Os Ciclídeos Africanos dividem-se em três grupos: Mbuna, Haplochromideos e Aulonocaras. Os Mbunas vão ser o tema do nosso artigo hoje sobre ciclídeos africanos, esse peixe que vem sendo cada dia mais procurado por aquaristas.

Podendo atingir um tamanho até 15 cm caracterizam-se principalmente pela sua resistência, e por serem animais que vivem em correnteza forte, o ideal é colocar uma bomba de circulação bem forte, o que vai fazer com que se sintam muito bem.

Sendo peixes com cores exuberantes e com um temperamento forte, manter um aquário de ciclídeos necessita um cuidado especial.

São animais que não exigem muita preocupação com os acessórios do aquário, pois eles mesmos são seus próprios decoradores, arrumando o aquário do jeito que acham ideais. Eles reviram, fazem buracos, empilham substratos e costumam arrancar as plantas ou come-la, pois em seu habitat natural isso é raridade então para eles não é bem visto, além do que muitas vezes as plantas não aguentam a dureza e o PH do nível da água.

O importante é você colocar rochas já que no habitat natural isso é muito encontrado, além de que esses peixes necessitam de muitas tocas, as variedades são muitas, porém as mais indicadas são pedras, rochas que imitará seu habitat natural.

São animais extremamente territoriais e isso gera a agressividade, o que deve ser levado em conta na hora de adquirir qualquer outro peixe para criar junto, já que o ciclídeos pode perseguir e ferir e até matar outras espécies.
Se quiser introduzir outro peixe Mbuna mude as rochas do aquário para que seu ciclídeo sinta que o ambiente natural dele esta mudando e novos colegas chegarão, assim diminuirá a questão da agressividade com território. E claro, antes de iniciar a população do seu aquário é necessário também ver a compatibilidade entre as espécies como tamanho, agressividade, padrão de cor, comportamento entre brigas, pois fazendo isso diminuirá o risco de não sofrer perdas no aquário.

Em relação aos parâmetros da água é necessário acompanhar as mesmas do Lago Malawi para se ter um comportamento real do Mbuna. Sendo elas PH 7.8 à 8.2 / Kh 4 à 8 / Temperatura em torno de 23º a 28º. Seguindo esses parâmetros terá um belo aquário bem próximo ao Malawi.


Outra coisa que é importante seria quanto ao tamanho do aquário, pois devido serem territoriais necessitam de um aquário de no mínimo 120 cm de comprimento para menos agressivos, e 150 cm no mínimo para Mbunas mais agressivos, largura nunca menos do que 50 cm, pois poderá ter problemas com brigas, etc.

Quanto ao substrato é aconselhável colocar areia o mais fino possível para que consigam fazer suas tocas cavando assim como no próprio lago proporcionando um ambiente natural.

Já a reprodução, existe um conceito de que a dos Mbunas é muito fácil. Todos tem a reprodução através da incubação bucal, onde a fêmea irá guardar durante aproximadamente 3 semanas para então já liberar seus alevinos formados. Geralmente as fêmeas mais experientes ficam sem alimentação para não atrapalhar o processo de incubação, e fica mais retraída em um canto se protegendo. O local da reprodução vária de acordo com as espécies, onde uns preferem realizar covas em formatos de ninho para a fecundação, outros encima de rochas fazendo a “dança do acasalamento” e outras na rocha misturadas com o substrato. Após a incubação a fêmea ainda irá proteger seus alevinos até o crescimento próximo de 2 cm onde já irão conseguir se firmar entre predadores e demais da espécie. Outra forma de recuperar 100% os alevinos é chamada de parto, onde com 2 semanas separamos a fêmea em um outro aquário chamado de “maternidade” e após 25 dias (é o período que aconselho onde os filhotes estarão completamente formados e seguros) e literalmente abrimos a boca da fêmea com toque dos dedos ou com auxilio de um palito e libertamos a fêmea, lembrando que a fêmea estará fraca devido a incubação, então é necessário separa-la em outro aquário para recuperação para então sim voltar ao aquário principal para viver com as demais matrizes.


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Tamanho do Tanque (Aquário)

Considerando o tamanho médio dos ciclídeos africanos (Tangs: 6-10 cm; Mbunas: 12-15 cm; Non-Mbuna: 20-30 cm); e que quase todas as espécies são territorialistas/agressivas; que estes procriam com frequência (quando bem adaptados ao ambiente) e que a decoração do aquário ocupa muito espaço, o volume mínimo adequado para a criação significativa de ciclídeos africanos seria de aproximadamente 300 litros (120x50x50 cm). Entretanto, para observar o comportamento singular e a procriação destes peixes de maneira adequada e satisfatória, o aquário ideal deveria ter mais de 350 litros (150x50x50 cm). Em tanques menores poderiam co-habitar espécies menores (“Tangs menores," Victorian Haps), mas mesmo assim em número reduzido. Em todos os casos a proporção ideal é de cerca de 15-20 litros/peixe. Deve-se dar preferência a aquários mais largos do que altos, em função da decoração: 10 cm a mais num aquário rochoso fazem uma diferença significativa. Ex.: um aqua de 200 L com medidas 120x50x40 (CxLxH) será bem melhor aproveitado do que um de 120x40x50

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Dimorfismo

Em várias espécies, normalmente o macho é maior e possui coloração mais vistosa que a fêmea. Entretanto, enquanto alevinos, a maioria possuem a coloração da fêmea, não sendo possível distinguir o sexo pela cor. Somente quando juvenis, ou mesmo adultos em algumas espécies, é que a cor definitiva aparecerá. Em algumas situações, entretanto, um macho adulto poderá tomar a cor da fêmea. Por exemplo, quando um macho não dominante está sendo seguidamente molestado/atacado pelo dominante (não necessariamente da mesma espécie), o primeiro pode adquirir a coloração da fêmea da espécie, camuflando-se como proteção. O modo correto de distinguir o sexo é verificando os canais genitais, que nas fêmeas são maiores e mais arredondadas (para facilitar a desova). Alguns criadores distinguem os machos pelas nadadeiras mais pontiagudas (Gonopódio: nadadeira anal modificada, em forma de tubo, presente nas espécies vivíparas de peixes). Este método, porém, além de subjetivo, não é visível em alevinos e juvenis.


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